Mais de 158 milhões de brasileiros poderão votar neste domingo, 4 de outubro. Presidência, governos estaduais, Senado e Câmara estarão em disputa em uma das maiores mobilizações democráticas do país.
Olá amigos e alunos do blog A Escola Literária!
Chegou a hora. Depois de meses de pré-campanha, convenções, debates, entrevistas, pesquisas eleitorais e disputas nas redes sociais, amanhã, domingo, 4 de outubro de 2026, o Brasil realizará o primeiro turno das Eleições Gerais.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 158.765.543 eleitoras e eleitores estão aptos a votar. São Paulo permanece como o maior colégio eleitoral brasileiro, com aproximadamente 34,1 milhões de eleitores, o equivalente a mais de um quinto de todo o eleitorado nacional.
Será uma eleição extensa na urna: cada eleitor fará seis escolhas, pois neste ano estão em disputa duas das três cadeiras de cada estado no Senado Federal.
Quando acontece a votação?
O primeiro turno acontece amanhã, 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país. O eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro e poderá ocorrer nas disputas para presidente da República e governador.
É importante observar o horário: às 17h os portões dos locais de votação serão fechados. Quem já estiver na fila nesse momento continuará tendo direito de votar.
Qual será a ordem de votação?
Uma das principais diferenças das eleições de 2026 é a necessidade de escolher dois senadores diferentes. Por isso, vale preparar uma pequena cola em papel antes de sair de casa.
A ordem apresentada pela urna será:
1. Deputado Federal — 4 dígitos
2. Deputado Estadual ou Distrital — 5 dígitos
3. Senador — primeira vaga — 3 dígitos
4. Senador — segunda vaga — 3 dígitos
5. Governador — 2 dígitos
6. Presidente da República — 2 dígitos
A sequência é determinada pela Justiça Eleitoral e a utilização da cola eleitoral em papel é permitida.
Preste atenção especialmente aos votos para o Senado: são duas escolhas, e os candidatos precisam ser diferentes.
A corrida pela Presidência chega aberta à véspera
A disputa pelo Palácio do Planalto chega ao último dia com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentrando a maior parte das intenções de voto nas pesquisas nacionais, enquanto os levantamentos divergem sobre a distância entre os dois.
A pesquisa CNT/MDA, divulgada neste sábado, apresenta Lula com 47,8% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro com 42,1%. O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 29 de setembro e 2 de outubro e possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Já o PoderData/AYA, também divulgado neste sábado, apresenta uma diferença menor: 45% dos votos válidos para Lula e 43% para Flávio Bolsonaro, situação considerada empate técnico pela margem de erro de 1,5 ponto percentual. Foram realizadas 4 mil entrevistas entre 30 de setembro e 2 de outubro.
O Gerp, por sua vez, apresentou neste sábado Flávio Bolsonaro numericamente à frente, com 46% dos votos válidos, contra 44% de Lula, também dentro de uma situação de empate técnico segundo a margem de erro do levantamento.
O Datafolha divulgado anteriormente nesta reta final registrou 45% dos votos válidos para Lula e 40% para Flávio Bolsonaro. Naquela pesquisa, 17% dos eleitores que haviam indicado uma opção disseram que ainda poderiam mudar o voto.
Os números diferentes reforçam um princípio fundamental para interpretar pesquisas eleitorais: pesquisa não é resultado de eleição. Cada levantamento trabalha com uma amostra, metodologia e margem de erro próprias. A resposta definitiva virá das urnas.
Para que a eleição presidencial seja decidida amanhã, um candidato precisa conquistar mais da metade dos votos válidos, desconsiderados votos brancos e nulos. Caso ninguém alcance essa marca, os dois candidatos mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
São Paulo também terá uma eleição importante
No maior colégio eleitoral brasileiro, a disputa pelo governo estadual apresenta cenário diferente daquele observado nacionalmente.
Pesquisa Datafolha realizada entre 28 e 30 de setembro apontou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 56% dos votos válidos e Fernando Haddad (PT) com 37%. Carlos Machado (PCB), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) apareciam com 2% cada, enquanto Izadora Dias (PCO) registrava 1%. A margem de erro era de dois pontos percentuais.
Como a vitória no primeiro turno exige mais de 50% dos votos válidos, o resultado efetivamente registrado nas urnas determinará se haverá ou não segundo turno no estado.
E o Senado por São Paulo?
Aqui aparece uma das disputas mais abertas desta reta final.
O eleitor paulista escolherá dois senadores, e a pesquisa Datafolha mais recente apontou um empate técnico entre quatro candidaturas na consulta estimulada: Marina Silva aparecia com 16%, André do Prado com 15%, Simone Tebet com 15% e Guilherme Derrite com 14%.
Outro dado ajuda a compreender o grau de indefinição: na pesquisa espontânea, 53% dos votos para senador ainda não estavam definidos.
Diferentemente das eleições para presidente e governador, não existe segundo turno para senador. Os dois candidatos mais votados em São Paulo serão eleitos.
O que levar para votar?
O eleitor deve comparecer à seção eleitoral com documento oficial com fotografia. Entre os documentos aceitos estão RG, identidade social, passaporte, carteira profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho e CNH.
O e-Título também pode servir como documento de identificação quando apresentar a fotografia do eleitor. Caso o aplicativo não tenha foto, será necessário apresentar outro documento oficial com fotografia.
O título eleitoral físico não é obrigatório para votar.
Pode levar celular para a cabine?
Não.
O celular pode ser utilizado antes da votação, inclusive para consultar informações e apresentar documentos digitais quando aplicável, mas não pode entrar com o eleitor na cabine de votação.
Telefones celulares, câmeras, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar o voto devem ser deixados com a mesa receptora antes que o eleitor se dirija à urna. A regra existe para preservar o sigilo do voto.
Por isso, não adianta preparar a lista dos candidatos apenas no celular. Faça sua cola em papel.
Posso usar camiseta do meu candidato?
Sim, desde que a manifestação seja individual e silenciosa.
A legislação permite ao eleitor usar camiseta, broche, adesivo, bandeira ou outro símbolo que demonstre sua preferência política. O que não pode ocorrer é manifestação coletiva ou ruidosa, distribuição de propaganda, abordagem de eleitores ou tentativa de convencê-los a votar em determinada candidatura.
A famosa boca de urna é crime eleitoral.
Neste sábado, a propaganda eleitoral nas ruas pode ocorrer somente até 22h. Depois desse horário ficam proibidas atividades como distribuição de material gráfico, carreatas, passeatas e utilização de alto-falantes para propaganda.
E depois das 17h?
Com o encerramento da votação, começa outra etapa aguardada por milhões de brasileiros: a apuração.
A partir das 17h, as urnas eletrônicas começam a emitir os boletins de urna e os resultados passam a ser totalizados pela Justiça Eleitoral. O próprio TSE terá cobertura especial da votação e da apuração.
É nesse momento que pesquisas eleitorais, projeções e especulações deixam gradativamente o centro das atenções e dão lugar aos votos efetivamente depositados nas urnas.
Mais de 158 milhões de decisões individuais
A dimensão das Eleições de 2026 impressiona. São mais de 158 milhões de eleitores, distribuídos pelo território brasileiro e também no exterior, escolhendo representantes para diferentes níveis do poder político.
O voto para presidente costuma receber a maior atenção, mas as eleições legislativas são igualmente relevantes. Deputados federais participam da elaboração das leis nacionais e da fiscalização do governo federal; deputados estaduais exercem essas funções nos estados; e senadores representam as unidades da Federação no Congresso Nacional.
Por isso, conhecer os candidatos, verificar seus números e compreender as atribuições de cada cargo é tão importante quanto acompanhar a disputa presidencial.
Amanhã, quem fala é o eleitor
Durante meses, falaram os candidatos. Falaram os partidos, os marqueteiros, os debates, as redes sociais, os institutos de pesquisa, os jornalistas e os analistas políticos.
Neste domingo, a palavra passa ao eleitor.
Independentemente de posição política, o momento exige informação, responsabilidade e respeito à decisão de cada cidadão. Pesquise seus candidatos, prepare sua cola em papel, confira seu local de votação, leve um documento oficial com foto e vote com consciência.
Porque a democracia não termina quando apertamos CONFIRMA.
É justamente ali que começa a responsabilidade de acompanhar aqueles que escolhemos.
Amanhã, 4 de outubro de 2026, o Brasil escreve mais uma página de sua história política — voto por voto, urna por urna.
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