Olá, amigos e alunos do Blog Escola Literária. Dando sequência ao estudo das orações coordenadas, hoje vamos analisar a oração coordenada sindética adversativa, um recurso muito frequente nos textos argumentativos e amplamente cobrado nos vestibulares e no ENEM.
Chamamos de oração coordenada sindética adversativa aquela que se liga à oração anterior por meio de conjunções adversativas, como mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto. Essas conjunções introduzem uma ideia de contraste, oposição ou ressalva, quebrando a expectativa criada pela oração anterior.
Observe o exemplo:
O candidato estudou durante todo o ano, mas encontrou dificuldades na prova.
Nesse caso, a conjunção mas estabelece um contraste claro entre o esforço realizado e o resultado obtido. Esse tipo de construção aparece com frequência em textos dissertativos, pois permite relativizar argumentos e apresentar contrapontos.
Um aspecto importante das orações adversativas é o seu papel na argumentação. Ao introduzir uma oposição, o autor demonstra domínio do tema, reconhece outras perspectivas e fortalece seu ponto de vista. Em redações de vestibular, o uso adequado dessas estruturas contribui para textos mais equilibrados e convincentes.
Vale destacar que as conjunções adversativas também produzem efeitos de sentido específicos, dependendo do contexto. Enquanto mas costuma ser mais direto e frequente, formas como contudo e entretanto trazem um tom mais formal, comum em textos acadêmicos e jornalísticos. Por isso, escolher bem o conectivo faz diferença na qualidade da escrita. Aqui vai uma reflexão: você costuma variar as conjunções adversativas nos seus textos ou repete sempre as mesmas? Responda nos comentários.
Nos vestibulares, esse conteúdo aparece tanto em questões de identificação sintática quanto em análises interpretativas, em que o aluno precisa explicar o valor argumentativo do conectivo. Compreender como o contraste organiza o pensamento é essencial para uma leitura mais crítica e uma escrita mais eficaz.
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