Olá, amigos e alunos do Blog Escola Literária. Dando continuidade à nossa série de resenhas de obras contemporâneas, hoje analisamos Zero, de Ignácio de Loyola Brandão, um romance fundamental para compreender a literatura brasileira produzida sob o impacto da repressão política e da violência institucional.
Publicado inicialmente em 1975, Zero é uma obra marcada pela ruptura com a narrativa tradicional. O romance apresenta uma estrutura fragmentada, composta por cenas curtas, colagens de textos, anúncios, notícias e discursos variados. Essa forma não é gratuita: ela reflete o caos social, político e humano vivido durante o período da ditadura militar no Brasil. Para os vestibulares, essa característica formal é um ponto central de análise.
O protagonista, José Gonçalves, é um homem comum, esmagado por um sistema opressor, violento e desumanizador. Ao longo da narrativa, o leitor acompanha situações extremas de censura, tortura, miséria e alienação. A linguagem direta, por vezes agressiva, reforça o sentimento de desconforto e denuncia uma sociedade em que o indivíduo perde identidade, voz e dignidade. Em Zero, não há espaço para neutralidade: o texto provoca, incomoda e exige posicionamento crítico.
Um dos grandes méritos do romance é o uso da sátira e do exagero como instrumentos de crítica social. Loyola Brandão constrói um universo quase absurdo, mas profundamente ligado à realidade histórica brasileira. A violência institucional, a manipulação da informação e o controle do pensamento aparecem como práticas recorrentes. Esse tipo de abordagem é muito valorizado em provas discursivas, pois permite relacionar literatura, história e sociedade.
Aqui vale uma reflexão importante para você, vestibulando: de que maneira a forma fragmentada de Zero intensifica a crítica ao regime autoritário retratado na obra? Responda nos comentários e compartilhe sua interpretação com outros leitores.
Para o vestibular e para o ENEM, Zero é uma leitura essencial porque reúne características marcantes da literatura contemporânea: experimentalismo formal, crítica política, linguagem impactante e diálogo direto com o contexto histórico. Não se trata apenas de compreender a história narrada, mas de analisar como a forma do texto reforça seu conteúdo ideológico.
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