Olá, amigos e alunos do Blog Escola Literária. Dando continuidade à nossa programação de estudos para o vestibular e para o ENEM, hoje vamos tratar da oração coordenada assindética, um conteúdo recorrente nas provas de Língua Portuguesa e essencial para uma leitura mais atenta da estrutura dos períodos.
Chamamos de oração coordenada assindética aquela que se liga à oração anterior sem o uso de conjunção. A conexão entre as orações ocorre, principalmente, por pontuação — como a vírgula, o ponto e vírgula ou até os dois-pontos — e pelo sentido estabelecido entre as ideias. Diferentemente das orações coordenadas sindéticas, não há conectivos explícitos como e, mas, ou, portanto.
Observe o exemplo:
O candidato estudou a teoria, resolveu exercícios, revisou os conteúdos.
Nesse período, as orações estão justapostas, sem conjunção, caracterizando a coordenação assindética. Em provas, é comum que o examinador peça ao aluno para identificar esse tipo de construção ou analisar o efeito de sentido gerado pela ausência do conectivo.
Uma característica importante da oração coordenada assindética é a agilidade e dinamismo que ela confere ao texto. Esse recurso aparece com frequência em textos narrativos, jornalísticos e argumentativos, sobretudo quando o autor deseja transmitir rapidez, enumeração de ações ou intensidade. Reconhecer esse efeito ajuda tanto na interpretação quanto na análise gramatical.
Para identificar corretamente esse tipo de oração, o estudante deve seguir alguns passos: observar se há mais de uma oração independente no período, verificar a inexistência de conjunção ligando-as e analisar se a relação entre elas se dá apenas pelo sentido e pela pontuação. Nesse ponto, vale refletir: você costuma prestar atenção à pontuação como elemento de ligação entre as ideias ou foca apenas nas conjunções? Responda nos comentários e compartilhe sua experiência de estudo.
Nos vestibulares, a oração coordenada assindética raramente aparece isolada. Ela costuma ser cobrada dentro de textos, exigindo que o aluno relacione a estrutura sintática ao efeito de sentido. Por isso, não basta memorizar a definição; é fundamental treinar a leitura de períodos longos e analisar como as ideias se organizam no texto.
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