Olá, alunos e amigos do blog Escola Literária!
Hoje vamos mergulhar na obra Memorial de Aires, o último romance escrito por Machado de Assis. Publicado em 1908, o livro traz um olhar sereno, irônico e melancólico sobre a sociedade brasileira do início do século XX, mas também revela a maturidade de um autor que já havia explorado todas as possibilidades do Realismo.
A narrativa é conduzida por Aires, um homem de meia-idade que observa a vida ao seu redor com sensibilidade e humor sutil. Diferente das obras realistas mais críticas de Machado, como Dom Casmurro ou Memórias Póstumas de Brás Cubas, aqui a ironia é delicada, quase contemplativa. O romance explora relações humanas, costumes sociais e pequenas contradições da vida cotidiana, revelando uma sociedade em transição e um olhar reflexivo sobre o envelhecimento, o tempo e a memória.
O estilo de Machado em Memorial de Aires é caracterizado por frases curtas, diálogos precisos e uma narrativa introspectiva, que privilegia a observação minuciosa sobre grandes acontecimentos. O livro marca a transição do autor para uma escrita mais contida, onde o foco se desloca da crítica social explícita para a percepção íntima das relações humanas, mostrando sua maestria em retratar a complexidade psicológica de personagens comuns.
Para os vestibulandos, essa obra é essencial para compreender a evolução de Machado de Assis e sua capacidade de renovar o Realismo brasileiro. Identificar temas como a passagem do tempo, a melancolia e a ironia sutil é um exercício valioso para interpretação de textos e análise literária, que frequentemente aparecem em provas de literatura.
E vocês, já leram Memorial de Aires ou conhecem outros romances tardios de Machado de Assis? Comentem aqui no blog! Aproveitem para conferir o nosso curso Escola Literária, onde analisamos obras clássicas como essa em profundidade, relacionando-as com movimentos literários e técnicas narrativas.
Dica de ouro do Vestibular: observe como Machado de Assis evolui do Realismo crítico para uma narrativa introspectiva e irônica. Saber identificar essas mudanças estilísticas é um diferencial importante em questões de interpretação e redação.
