Olá queridos alunos e leitores, tudo bem com vocês? Hoje vamos falar sobre um dos movimentos mais inovadores da literatura brasileira do século XX: o Concretismo. Surgido na década de 1950, ele trouxe uma verdadeira revolução ao modo de pensar e produzir poesia, colocando o espaço gráfico, a visualidade e a experimentação sonora no centro da criação literária.
O Concretismo nasceu em São Paulo com o grupo Noigandres, formado por Décio Pignatari e os irmãos Augusto e Haroldo de Campos. Inspirados pelas vanguardas europeias e pelo modernismo brasileiro, os poetas concretistas buscavam romper com a linearidade da poesia tradicional. Para eles, o poema deveria ser uma construção visual, quase arquitetônica, em que a disposição das palavras na página tivesse tanto peso quanto seu sentido.
Nessa perspectiva, o poema deixa de ser apenas um texto para ser também uma imagem. A palavra ganha valor gráfico, sonoro e semântico ao mesmo tempo. Assim, jogos tipográficos, repetições, cortes e fragmentações são usados para criar efeitos que unem poesia e artes visuais. A leitura deixa de ser linear e passa a ser múltipla, convidando o leitor a explorar o poema em várias direções.
Além da visualidade, o Concretismo também se destacou pela concisão. Em vez de versos longos e narrativos, os poetas concretistas defendiam a economia verbal: poucas palavras, mas carregadas de impacto. Essa síntese radical desafiava o leitor a interpretar o poema não apenas com a razão, mas também com os sentidos, transformando a leitura em experiência estética.
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