Olá queridos alunos e leitores, tudo bem com vocês? Hoje vamos falar sobre dois recursos sonoros fundamentais da poesia: a aliteração e a assonância. Ambos estão ligados à musicalidade do texto literário e mostram como a escolha de sons pode criar ritmo, emoção e até mesmo reforçar sentidos nas palavras.
A aliteração acontece quando há repetição de consoantes em uma sequência de palavras. É o famoso “trava-língua” poético, que produz musicalidade e intensidade. Veja o exemplo: “O rato roeu a roupa do rei de Roma”. Na poesia, a aliteração pode ser usada para criar efeito de suavidade ou de dureza, dependendo do som repetido.
Já a assonância é a repetição de vogais, que gera um eco sonoro no texto. É comum em canções e poesias líricas, pois cria um efeito melódico. Um exemplo clássico é: “Minha sina é ser menina”. Perceba como a repetição do som do “i” dá leveza e ritmo ao verso. Esse recurso é muito explorado por poetas simbolistas, que buscavam musicalidade nas palavras.
Tanto a aliteração quanto a assonância mostram como a poesia não se preocupa apenas com o sentido das palavras, mas também com o som que elas produzem. A leitura em voz alta é um excelente exercício para perceber esses recursos e entender como eles contribuem para a experiência estética do poema.
E você, consegue lembrar de algum poema ou música em que a repetição de sons tenha chamado a sua atenção? Compartilhe sua lembrança nos comentários! Aproveite também para se inscrever no curso online de Literatura para o Vestibular do blog A Escola Literária, onde analisamos os recursos expressivos e sonoros mais cobrados nas provas. Não se esqueça de curtir este post e seguir o blog para acompanhar os conteúdos de setembro.
