Olá queridos alunos e leitores, tudo bem com vocês? Hoje vamos falar de um dos recursos mais importantes da linguagem literária: a metáfora. Muitas vezes, ela é apresentada como uma simples comparação implícita, mas seu alcance vai muito além disso. A metáfora é capaz de transformar o modo como vemos o mundo, criando imagens, sentidos e emoções que ultrapassam a linguagem comum.

Na prática, a metáfora consiste em transferir o sentido de uma palavra para outra, estabelecendo uma relação de semelhança. Por exemplo, quando dizemos que alguém tem um “coração de pedra”, não estamos falando do órgão físico, mas de uma característica de frieza ou insensibilidade. É essa possibilidade de deslocar significados que torna a metáfora uma ferramenta criativa e poderosa.

Na literatura, a metáfora ganha ainda mais força, porque não se limita a explicar ou ilustrar: ela cria novas realidades. Pense em versos de Carlos Drummond de Andrade, que falava de “pedras no caminho”, ou em Cecília Meireles, que chamava a vida de “correnteza”. Nessas imagens, o leitor não encontra apenas comparações, mas convites a experimentar emoções, reflexões e interpretações mais profundas.

Além disso, a metáfora é essencial para a função poética da linguagem. Ela rompe com a comunicação cotidiana, em que as palavras servem apenas para transmitir informações, e passa a explorar a sonoridade, a imaginação e a estética. É por isso que, nos vestibulares, identificar e interpretar metáforas é tão importante: elas revelam o núcleo criativo e simbólico do texto literário.

E você, lembra de alguma metáfora marcante que já tenha lido em um poema ou romance? Compartilhe nos comentários! Aproveite também para se inscrever no curso online de Literatura para o Vestibular do blog A Escola Literária, onde estudamos em profundidade as figuras de linguagem e os elementos literários que mais aparecem nas provas. Não se esqueça de curtir este post e seguir o blog para não perder nenhuma das publicações de setembro.