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O romance Balada de amor ao vento, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, é uma obra poderosa que nos leva a refletir sobre os conflitos entre tradição e liberdade, especialmente sob a perspectiva das mulheres. Publicado em 1990, o livro é considerado um marco na literatura africana contemporânea e foi o primeiro romance escrito por uma mulher em Moçambique.
A história gira em torno de duas mulheres, Sarrita e Dorina, envolvidas com o mesmo homem, Eduardo, num contexto onde a poligamia é aceita pela tradição, mas profundamente questionada pelas protagonistas. A narrativa, construída a partir de diálogos e vozes femininas, expõe as feridas da cultura patriarcal, revelando como a mulher muitas vezes é silenciada, usada e descartada — mas também como ela resiste, reinventa-se e encontra força na dor compartilhada.
Paulina Chiziane utiliza uma linguagem intensa, lírica e ao mesmo tempo direta, carregada de oralidade africana, o que aproxima o leitor da cultura moçambicana e de suas complexidades. Mais do que um triângulo amoroso, o livro é uma denúncia social, que trata de desigualdade de gênero, opressão cultural e busca de identidade. É, sobretudo, um canto de insubmissão feminina diante de séculos de subjugação.
Balada de amor ao vento é também um retrato das tensões entre o colonialismo e a tradição, entre o passado e os desafios da modernidade. A obra se encaixa perfeitamente como repertório sociocultural para temas que envolvem feminismo, diversidade cultural, direitos humanos e estrutura social — assuntos muito presentes nas redações do Enem e dos vestibulares.
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