Olá, alunos da Escola Literária!
Falar em Carlos Drummond de Andrade é falar em uma das vozes mais marcantes da poesia brasileira. Nascido em Minas Gerais, em 1902, Drummond foi um dos grandes nomes do Modernismo, especialmente da chamada Geração de 30, que levou à poesia um tom mais humano, introspectivo e também socialmente engajado. Com uma escrita ao mesmo tempo simples e profunda, ele conseguiu transformar a realidade em poesia.

Drummond transitou entre o íntimo e o coletivo. Seus poemas falam da solidão, do amor, das angústias do cotidiano — mas também do Brasil, das desigualdades, da política e dos grandes dilemas do século XX. Um de seus poemas mais conhecidos, José, representa esse sentimento de vazio e desorientação que marca a existência humana. Já em Mãos Dadas, vemos um poeta que se recusa a andar com o mundo “porque ele está errado”, afirmando sua postura crítica diante da sociedade.

A obra de Drummond também reflete a complexidade do ser moderno. Ele observava a vida com ironia, sensibilidade e lucidez. Em textos como A rosa do povo, publicado em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, sua poesia adquire um tom mais político e engajado, refletindo sobre as tensões do mundo e a responsabilidade do poeta diante delas. A linguagem permanece acessível, mas o conteúdo é densamente filosófico.

Sua contribuição à literatura não está apenas no conteúdo, mas também na forma como escreve: versos livres, uso de coloquialismo, quebra da métrica tradicional — marcas da liberdade modernista. Drummond abriu caminhos para uma poesia menos adornada, mais verdadeira, capaz de dialogar com o leitor comum e ao mesmo tempo propor reflexões profundas.

Quer entender como a poesia pode ser uma forma de crítica social e ao mesmo tempo expressão subjetiva? No curso A Escola Literária: lendo além do texto, você mergulha nas obras de autores como Drummond com leitura guiada, análises e repertórios que fazem diferença na prova. Vamos estudar juntos?

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