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No final do século XIX, enquanto o Brasil passava por transformações políticas e sociais com a Proclamação da República, a literatura também se renovava com a chegada do Parnasianismo. Esse movimento poético veio na contramão do sentimentalismo romântico e valorizava a forma perfeita, a descrição precisa e a impessoalidade. Era o tempo da “arte pela arte”, em que a beleza da construção poética valia mais que a emoção do poeta.

Os parnasianos buscavam a perfeição formal: usavam rimas ricas, metrificação rigorosa (como o soneto) e linguagem culta. Tinham influência da cultura clássica greco-romana e da estética francesa. Não por acaso, seus poemas retratavam temas como esculturas, mitologia, paisagens exóticas e objetos inanimados — tudo isso tratado com um olhar artístico e quase fotográfico. O importante era a forma, o “como” dizer, mais do que o “o quê” dizer.

No Brasil, o Parnasianismo foi representado por três grandes autores: Olavo Bilac, conhecido como “príncipe dos poetas”, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira. Bilac, por exemplo, encantava pela musicalidade e imagens precisas, como no famoso poema Profissão de fé, onde defende a arte pura e lapidada, comparando o poeta ao ourives que burila o verso. Já Raimundo Correia, com uma pegada filosófica, refletia sobre a condição humana em versos cuidadosamente construídos.

Apesar de hoje ser menos popular entre os jovens, o Parnasianismo é frequente nos vestibulares, principalmente por sua relação com o Realismo e por representar uma virada estética na poesia brasileira. Entender seu rigor formal ajuda a perceber melhor os contrastes com outros movimentos, como o Romantismo anterior e o Modernismo posterior, que viria a romper com essa estética.

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