Olá, alunos da Escola Literária! O tema de hoje é essencial para entender como a estrutura verbal influencia o sentido e a intenção de uma frase: as vozes verbais. Elas nos mostram quem pratica a ação, quem a recebe e quando a ação recai sobre o próprio sujeito. Dominar esse conteúdo ajuda tanto na produção textual quanto na interpretação de enunciados nas provas de vestibular.
A voz ativa é a forma mais direta: o sujeito é o agente da ação. Por exemplo: “O aluno escreveu a redação.” Já a voz passiva analítica ocorre quando o sujeito sofre a ação, e o agente é introduzido pela preposição “por”: “A redação foi escrita pelo aluno.” Nesse caso, a ênfase recai no objeto (a redação), e não em quem a produziu. Essa mudança de foco é útil em textos jornalísticos, científicos e dissertativos.
Temos também a voz passiva sintética, muito comum em textos objetivos e impessoais: “Vendem-se livros.” Essa construção utiliza o pronome apassivador “se” com um verbo transitivo direto, e o sujeito é o termo que sofre a ação (livros). Já a voz reflexiva aparece quando o sujeito pratica e sofre a ação ao mesmo tempo: “Ela se machucou.” Aqui, o pronome “se” indica que a ação recai sobre o próprio sujeito.
Cada voz verbal traz uma nuance diferente ao texto. A voz ativa dá agilidade, a passiva transmite formalidade ou impessoalidade, e a reflexiva expressa envolvimento direto do sujeito com a ação. Saber escolher a voz adequada é uma ferramenta poderosa para construir frases coerentes com a intenção do autor, especialmente na produção de textos argumentativos.
💡 Dica de ouro do Vestibular: Ao revisar gramática, observe a variação das vozes verbais. A voz ativa transmite clareza e objetividade, mas, em certos momentos, a passiva pode ser usada para valorizar o objeto da ação. Compreender essas escolhas mostra domínio da norma culta e do estilo textual — algo que o vestibular certamente cobra!
