Olá, alunos da Escola Literária! Nosso tema de hoje é o Pré-Modernismo, movimento de transição que abriu caminho para a modernidade literária no Brasil. Dentro desse contexto, um autor se destaca por sua escrita engajada, direta e crítica: Lima Barreto. Por meio de seus romances, ele denunciou as contradições da sociedade carioca do início do século XX, marcada pela desigualdade social, racismo, corrupção e exclusão.
O Pré-Modernismo não foi um movimento organizado, mas sim uma fase de transição entre o simbolismo e o modernismo. Seus autores romperam com os modelos formais da arte literária acadêmica, aproximando-se da realidade brasileira, tanto em linguagem quanto em temática. Lima Barreto é um dos grandes representantes dessa fase, pois usava sua obra como instrumento de denúncia social e reflexão crítica.
Em obras como Triste Fim de Policarpo Quaresma e Clara dos Anjos, Lima Barreto expõe a hipocrisia da elite, o preconceito racial, a burocracia estatal ineficiente e a miséria do povo. Seus personagens geralmente são figuras marginalizadas ou idealistas frustrados, como o Major Policarpo, que sonha com um Brasil puro e justo, mas é ridicularizado e destruído por acreditar demais em um sistema corrupto. A linguagem simples e acessível contrasta com o conteúdo profundo e incisivo.
A cidade do Rio de Janeiro, cenário de boa parte de sua obra, aparece como um microcosmo do Brasil desigual. O olhar de Lima Barreto é ao mesmo tempo sensível e contundente: ele aponta para as feridas sociais que a literatura oficial costumava ignorar. Sua crítica não é velada — é direta, quase jornalística, sem perder a densidade literária. É justamente essa postura ousada que o coloca como um precursor da literatura moderna no país.
💡 Dica de ouro do Vestibular: Ao estudar Lima Barreto, destaque o contraste entre a linguagem simples e o conteúdo crítico. Seu engajamento social e sua denúncia da exclusão podem servir como excelente repertório sociocultural em temas de desigualdade, preconceito e identidade nacional na sua redação!
