Olá, alunos da Escola Literária! Começamos a semana com um tema que costuma gerar muitas dúvidas — e também escorregões em redações e questões de gramática: o uso correto dos pronomes oblíquos. Saber empregá-los com clareza e precisão é essencial para escrever com elegância e, mais importante, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa.
Os pronomes oblíquos substituem os objetos diretos ou indiretos da oração, e se dividem em dois grupos: os átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) e os tônicos (mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas). Os pronomes átonos são os mais exigidos nas provas por causa das regras de colocação pronominal: próclise, ênclise e mesóclise. Por exemplo: Me disseram a verdade (próclise), Disseram-me a verdade (ênclise), Dir-se-ia a verdade (mesóclise).
A posição do pronome depende da presença de palavras atrativas antes do verbo, como advérbios (Nunca me contaram), pronomes indefinidos (Alguém me falou), palavras negativas (Não me avisaram) ou conjunções subordinativas. Se não houver atrativo, o uso preferencial é da ênclise: Contaram-me os detalhes. Já a mesóclise é usada quando o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito: Dar-te-ei o material amanhã.
Além da colocação, é importante entender a função sintática dos pronomes oblíquos. Por exemplo: Ele me viu (me = objeto direto); Ele me entregou o livro (me = objeto indireto). Um erro comum é usar mim como sujeito do verbo: Para mim fazer isso é fácil está incorreto; o certo seria Para eu fazer isso é fácil. Lembre-se: “mim” não faz nada!
💡 Dica de ouro do Vestibular: Pronomes oblíquos demonstram domínio gramatical refinado. Ao escrever sua redação, revise cuidadosamente a colocação pronominal e evite erros como entre eu e você, para mim fazer, vi ele. Pequenas correções fazem grande diferença na sua nota de norma culta!
