Olá, alunos da Escola Literária! Hoje vamos abordar um dos temas mais cobrados em provas de vestibulares e concursos: a concordância verbal com sujeitos complexos. Esse assunto exige atenção porque, ao lidarmos com sujeitos compostos ou estruturas mais elaboradas, é comum surgirem dúvidas sobre como o verbo deve concordar corretamente com o sujeito da oração.

A concordância verbal nada mais é do que a adequação do verbo ao número e à pessoa do sujeito. Em sujeitos simples, a regra é direta: “O aluno estuda.” No entanto, com sujeitos complexos — como sujeitos compostos, partitivos, expressões de porcentagem, ou quando há o uso de pronomes relativos — o verbo pode variar conforme regras específicas, e é aí que muitos escorregam.

Quando o sujeito é composto por dois ou mais núcleos unidos por “e”, o verbo vai para o plural: “A literatura e a gramática são fundamentais.” Mas, se os núcleos forem sinônimos ou se referirem à mesma coisa, o verbo pode ficar no singular: “A calma e a tranquilidade reina naquele lugar.” Já com sujeitos compostos ligados por “ou”, “nem” ou “com”, a concordância varia conforme a ideia de adição ou exclusão. Por exemplo: “Nem o professor nem os alunos chegaram atrasados.”

Outro ponto importante são os sujeitos partitivos ou expressões de quantidade, como “a maioria”, “a parte”, “um grupo de”. Nesse caso, o verbo pode concordar com o núcleo do sujeito (no singular) ou com o termo especificado (no plural): “A maioria dos estudantes acertou a questão” ou “A maioria dos estudantes acertaram a questão.” Ambas estão corretas, mas a escolha deve manter coerência estilística ao longo do texto. O mesmo vale para expressões percentuais, como “Cem por cento dos alunos participaram.”

Dica de ouro do Vestibular: Em questões de concordância verbal, leia sempre com atenção o sujeito antes de marcar sua resposta. Analise o núcleo, os conectivos e a ideia predominante (adição, alternância, exclusão). Um bom domínio dessas regras evita erros sutis que podem custar preciosos pontos na sua prova!