Olá, alunos da Escola Literária! Hoje é dia de acabar com uma das dúvidas mais comuns da gramática: quando usar a crase — e quando não usar de jeito nenhum. Essa pequena fusão do artigo “a” com a preposição “a” causa grandes confusões, mas com atenção a alguns princípios básicos, você domina o assunto de vez.

A crase ocorre quando há preposição exigida pela regência verbal ou nominal + artigo definido feminino. Um exemplo claro: “Vou à escola”. O verbo “ir” exige preposição “a” e “escola” admite o artigo feminino “a”. Juntas, as duas se transformam em “à”, com o acento grave.

Mas atenção: não se usa crase antes de palavras masculinas, verbos, pronomes pessoais (ela, você), pronomes de tratamento sem artigo (“vossa senhoria”), nomes de cidade sem artigo, e palavras no plural precedidas apenas de preposição (“a festas”, por exemplo, não leva crase). Um exemplo: “Fui a pé ao trabalho”. “Pé” é palavra masculina e não aceita artigo feminino, então sem crase!

Outro ponto importante: locuções prepositivas, conjuntivas e adverbiais femininas geralmente pedem crase. Exemplos: “à medida que”, “à tarde”, “à esquerda”. Mas isso só vale se a palavra principal da locução for feminina e admitir artigo.

Quer testar? Substitua a palavra por uma masculina. Se aparecer “ao”, é porque usaria “à” no feminino. Exemplo: “Vou ao colégio” → “Vou à escola”.

💡 Dica de ouro da Gramática: Em provas de vestibular, a crase aparece muito em questões de correção gramatical e reescrita. Para não errar, sempre pense na regência do verbo ou do nome e se a palavra seguinte admite artigo feminino. A combinação dessas duas condições é o segredo da crase!