Olá, alunos da Escola Literária! Hoje vamos entender como a poesia romântica brasileira deu voz ao “eu” — ora melancólico e introspectivo, ora indignado e combativo — por meio de dois grandes nomes: Álvares de Azevedo e Castro Alves. Ambos viveram intensamente a juventude e a literatura, mas expressaram sentimentos e ideais bem diferentes.
Álvares de Azevedo é o principal nome da segunda geração romântica, também chamada de “ultrarromântica”. Sua poesia revela um “eu” melancólico, que idealiza o amor, sofre com a dor da existência e se refugia na morte como escape. Obras como Lira dos Vinte Anos mostram esse sujeito dividido entre o sonho e a realidade, entre o desejo e o tédio. A morte precoce do autor, aos 20 anos, intensificou a imagem de poeta sofredor e sensível.
Já Castro Alves representa a terceira geração do Romantismo, marcada pelo engajamento social. Seu “eu” poético é apaixonado pela justiça e pela liberdade. Na obra Espumas Flutuantes e nos poemas abolicionistas de Os Escravos, ele transforma o lirismo em denúncia, dando voz aos oprimidos e lutando, com poesia, contra a escravidão. É uma poesia que vai além do sentimento pessoal: busca transformar a sociedade.
Esses dois poetas mostram a amplitude da voz romântica: do sofrimento existencial à luta política, do amor idealizado ao clamor coletivo. E ambos, cada um à sua maneira, marcaram profundamente a literatura brasileira com uma escrita intensa, emotiva e viva.
💡 Dica de ouro da Literatura: Se a prova pedir um exemplo de “eu lírico romântico”, cite Álvares de Azevedo para falar da dor individual e Castro Alves para tratar do sujeito engajado. Isso mostra que você entende as fases do Romantismo e como o “eu” poético evoluiu da introspecção à ação social!
