Olá, alunos da Escola Literária! Hoje vamos falar sobre algo fundamental para quem quer mandar bem em qualquer proposta de redação: a adaptação da linguagem ao gênero textual. Cada tipo de texto exige um estilo, um vocabulário e uma construção diferentes. Entender isso é o primeiro passo para escrever com segurança e precisão.

No texto dissertativo-argumentativo, como o cobrado no ENEM e em muitos vestibulares, o uso da linguagem formal é essencial. Isso significa evitar gírias, marcas de oralidade e opiniões sem fundamentação. A estrutura deve ser objetiva: introdução com tese, desenvolvimento com argumentos e conclusão com proposta (quando solicitada). Clareza, coesão e lógica são a alma do texto.

Já em uma carta argumentativa, você também defende uma ideia, mas há um destinatário e um tom mais pessoal e direto. Usa-se a primeira pessoa e expressões que criem vínculo com o leitor, como “venho por meio desta” ou “gostaria de expressar minha indignação”. Mesmo com tom pessoal, é importante manter a norma culta.

O artigo de opinião, comum em vestibulares como a Unicamp, mistura linguagem formal com um tom mais acessível. É permitido usar a primeira pessoa, fazer referências a fatos do cotidiano e até recorrer a um pouco de subjetividade. O essencial é manter a argumentação clara e bem fundamentada, com repertório consistente.

💡 Dica de ouro da Redação: Antes de começar a redação, leia a proposta com atenção e identifique o gênero exigido. Adapte seu vocabulário e estrutura ao tipo de texto. Demonstrar domínio de gêneros mostra maturidade linguística e pode garantir aqueles preciosos décimos que fazem a diferença!