Olá, alunos da Escola Literária! Hoje vamos falar de um assunto que parece simples, mas que esconde muitas pegadinhas gramaticais: a concordância verbal. Saber fazer o verbo concordar corretamente com o sujeito é essencial para garantir clareza e correção no texto — e isso vale tanto para as questões objetivas quanto para a redação dos vestibulares.

A primeira dica é identificar corretamente o núcleo do sujeito, pois é com ele que o verbo deve concordar. Um dos erros mais comuns acontece quando o sujeito está distante do verbo ou vem acompanhado de termos acessórios, como em: “A chegada dos professores e dos alunos atrasou o início da aula.” Aqui, o verbo “atrasou” concorda com o núcleo “a chegada”, e não com “dos professores e dos alunos”.

Outro ponto importante são os sujeitos partitivos, como “a maioria”, “grande parte”, “metade”. Nestes casos, a concordância pode variar: “A maioria dos alunos compareceu” (foco no coletivo) ou “A maioria dos alunos compareceram” (foco nos indivíduos). A banca geralmente aceita os dois, desde que o uso seja coerente e consistente.

Há ainda as orações com sujeito composto, especialmente quando os núcleos estão ligados por “ou”, “nem”, “com”. Exemplo: “Pedro ou Paulo será eleito” (quando a escolha é excludente) ou “Pedro ou Paulo serão eleitos” (quando ambos podem ser escolhidos). São nuances que o vestibular adora cobrar para testar sua atenção.

💡 Dica de ouro da Gramática: ao revisar seu texto, sempre localize o sujeito antes de conjugar o verbo. Em provas objetivas, sublinhe o núcleo do sujeito para não cair nas armadilhas de termos intercalados ou falsas impressões de plural. Uma boa concordância é sinal de domínio da norma culta — e isso pesa na sua nota final!