O tempo, esse algoz,
Que passa ou devassa
Que clama ou transborda
Que esquece ou aquece
Que agradece ou reclama.

O tempo, esse algoz,
Que nos gira nessa dança
E nos leva ao olho dessa
Mudança.

O tempo, essa serpente,
Que atravessa sem avisar
E nos leva o que sentimos
Ou o que queremos.

O tempo, só ele pode falar por nós
Se vamos juntos viver
Ou se vamos separar

E nos despedir.