Olá, alunos da Escola Literária! Hoje vamos conhecer um dos nomes mais marcantes da literatura colonial brasileira: Gregório de Matos, o poeta que melhor representa as contradições e a expressividade do Barroco no Brasil. Conhecido como “Boca do Inferno”, ele ficou famoso por suas poesias satíricas, religiosas e amorosas, sempre escritas com uma linguagem intensa, repleta de figuras de linguagem e de críticas sociais afiadas.

Gregório viveu na Bahia do século XVII, época em que a cidade era o centro político e religioso da colônia. Sua produção poética reflete essa realidade: ora ele se volta com devoção ao sagrado, ora ataca com ironia os costumes corruptos da sociedade da época. Essa tensão entre o espiritual e o terreno é uma das marcas do estilo barroco, que sempre revela o conflito interior do homem entre a salvação e o pecado.

Nas poesias religiosas, Gregório busca a purificação da alma e a misericórdia divina, demonstrando um arrependimento sincero e um desejo profundo de salvação. Já nas satíricas, ele não poupa ninguém: clero, elite, autoridades e até os costumes populares são alvos de sua língua afiada. Com humor mordaz e metáforas ousadas, ele denuncia a hipocrisia e a decadência moral da sociedade baiana.

Sua linguagem é marcada pelo uso de antíteses, paradoxos e hipérboles, recursos típicos do Barroco que reforçam os conflitos existenciais e sociais presentes em seus versos. Gregório é, portanto, uma figura que encarna o espírito barroco em sua totalidade: um homem dividido entre o céu e a terra, entre a crítica feroz e a fé arrependida.

💡 Dica de ouro da Literatura: em questões de literatura, fique atento às marcas do estilo barroco, como oposição de ideias, linguagem rebuscada e conflitos entre alma e corpo. Ao citar Gregório de Matos na redação, destaque sua crítica social como exemplo de denúncia contra a corrupção ou desigualdade, sempre contextualizando o período histórico!